quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Olhar superior

Do topo do edifício
A cidade se faz difícil
Para recriar arte e artifício.

Zade Bretas






quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Pata de Vaca


Para uma árvore na Janela.


Grande orgulho tenho daquela árvore que segue retorcida e contorcida, sentimental  e forte, estática e lenta, crescendo na minha janela e abraçando meu sonho e minha realidade.
Suas sementes? Até germinaram e permaneceram durante a primavera, acabaram por morrer no verão intenso deste dezembro, num feriado em que não estive, não vingaram.
Na minha janela ainda estão, meio verdes, meio mortas. Confesso, talvez eu ainda tenha esperanças.


Zade Bretas


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

21 anos


O passado é curto, tímido, infantil, quieto, calado
O presente é só, único, intrigante, egoísta
O futuro é longo, é sábio, é verdade, é sonho

O Passado não pode ser vivido
E parece tão obvio não poder nunca sequer tocá-lo
E o tal pretérito segue intacto e frio
Exceção: Poesia
Só sabe viver no passado

O futuro é reflexo  de mim mesmo
Que mistério guarda esse tempo do existir?
O futuro é dúbio, incerto,
Futuro hoje, presente, e logo depois é passado

Ah, o presente
E ai eu pergunto quanto tempo dura o ínfimo momento de viver?
Quantos segundos, ou milésimo deles, horas, anos?
Presente, vilão.
Me garante o existir num simples instante do agora.
Somente

O passado é intocável
O futuro é incerto
Vivo unicamente o agora
O agora acontece num instalar de dedos
Logo, não existo.

Zade Bretas   -    18.10.2012