Eu acordei muito assustado
Procurando entender
Um sonho movimentado
Trágico demais pra se viver
Amigos a trair
Uma pai ausente a sofrer
Ninguém pra me seguir
Meu próprio mundo eu não quis ver
Eu sempre calado
Ouvindo aquela voz
Um desespero atordoado
Sem poder desatar nós
Enxerguei os meus defeitos
Em uma cena de cinema
Seres tão imperfeitos
Cada um com seu problema
Fugindo como um louco
De um momento angustiante
Insanidade era pouco
Naquele grande instante
Deixei minhas tristezas
Encarei outra no caminho
Mais intensas com certeza
Pois eu estava sozinho
Observei pessoas e sonhos
Bem distantes de mim
Início de rascunhos
Sem saber chegar ao fim
Crianças perdidas
Meu passado queria ter
Eu tinha duas vidas
Sem saber qual escolher
Por sorte estou acordado
Rindo do que aconteceu
Pode ser que eu esteja cansado
Acho que o sonho nem era meu
Zade Bretas
"Escrever é meu mal, meu vício, meu copo de vinho barato de sexta-feira à noite. É meu país das maravilhas em preto e branco, para onde fujo sempre que o mundo fica pequeno ao meu redor." Francieli Hess
quarta-feira, 30 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
Eu, quem?
Eu sou ninguém
Mas também...
Sou alguém
Do além
Sou quem você tem
Quem te mantém
Te intervém
Sou seu porém
Sou seu refém
Num vaivém
Não valho um vintém
Mas sou quem te convém
Estou aquém
Do seu harém
Do seu desdém
Amém
Zade Bretas
Mas também...
Sou alguém
Do além
Sou quem você tem
Quem te mantém
Te intervém
Sou seu porém
Sou seu refém
Num vaivém
Não valho um vintém
Mas sou quem te convém
Estou aquém
Do seu harém
Do seu desdém
Amém
Zade Bretas
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Lar... amargo lar
Bem lá no fim do corredor
Mora uma velhinha
Que já não me conhece
E nem me protege
Amigos brancos e azuis
E alguns pouco queridos
Viaja por dez metros
E volta pra cama
Já não tem marido, filhos ou netos
Quase não tem um coração
Mas tem um outro
Que nos matem vivos
Já não sabe aonde ir
Muito menos onde ficar
Ela quer ir ali
Mas não sabe voltar
Fome ela não quer
Alimenta-se de sonhos
Reclama de dores
As dores que eu sinto
Fantasias a todo o momento
Fogo, água, bicho e gente
Sorrisos felizes
Inocentes
Tagarela como sempre
Mas não tem a mesma voz
Ouve minhas perguntas
Mas quase sempre não as responde
Ela quer flores na cabeceira
Ela quer um jardim
Ela quer perfume
E eu só a quero
No fim do corredor...
Ela está ali
Mas ela não sabe
Que mora assim
Venha pros meus braços, “vó”
Deixa eu te levar pra casa
Dê-me a mão
Longe de mim nunca... não!
Zade Bretas
Zade Bretas
terça-feira, 1 de junho de 2010
Semáforos
Seres tão perfeitos
Para mim tão cruéis
Caminhos desfeitos
Reconstruídos em papeis
Proibindo e permitindo
Luzes de ladeira
Cores me seguindo
As mesmas da minha pulseira
Encontro pessoas cegas
Para uma vida inteira
Nunca sossegas
E as perco de bobeira
Seus sinais não me confortam
Apenas me protegem
Meus olhos não te aceitam
Nessas leis que me regem
Eterno companheiro
De uma vida inquietante
Fiel escudeiro
Para sempre esse instante...
Zade Bretas
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