Diga realmente o que está na sua mente, mente, pode mentir, não existem dois lados, pelo menos pra se seguir...
Zade Bretas
"Escrever é meu mal, meu vício, meu copo de vinho barato de sexta-feira à noite. É meu país das maravilhas em preto e branco, para onde fujo sempre que o mundo fica pequeno ao meu redor." Francieli Hess
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
Vontade de um neto.
E o medo de te perder me persegue novamente.
Me alcança e me devora.
Assim como uma criança devora um doce.
Assim como em muitos dias em minha infância, eu devorei todas as guloseimas que você, minha "vó" fazia.
E essa saudade vai me comendo, corroendo, corrompendo.
Como faço agora?
Se já não pode fazer minha vontade.
Agora a situação se inverte, pois é a vontade de te ter aqui, que me mastiga e me engoli.
Me alcança e me devora.
Assim como uma criança devora um doce.
Assim como em muitos dias em minha infância, eu devorei todas as guloseimas que você, minha "vó" fazia.
E essa saudade vai me comendo, corroendo, corrompendo.
Como faço agora?
Se já não pode fazer minha vontade.
Agora a situação se inverte, pois é a vontade de te ter aqui, que me mastiga e me engoli.
sábado, 28 de agosto de 2010
Poeta duas faces
Vou seguindo
Sem ter pra onde fugir
Tendo muito o que sentir
E por sentir
Sigo chorando
Já estou indo
Sem ter como fingir
Tendo muito o que ouvir
E por ouvir
Sigo falando
Vou seguindo
Sem ter como agir
Tendo muito o que intervir
E por intervir
Sigo mudando
Já estou indo
Sem ter o que aplaudir
Tendo muito o que assistir
E por assistir
Sigo frustrando
Vou seguindo
Sem ter como assumir
Tendo muito o que cobrir
E por cobrir
Sigo apanhando
Já estou indo
Sem ter como despedir
Tendo muito pra redigir
E por redigir
Sigo inventando...
E por ser
Vou sonhando.
Zade Bretas
Sem ter pra onde fugir
Tendo muito o que sentir
E por sentir
Sigo chorando
Já estou indo
Sem ter como fingir
Tendo muito o que ouvir
E por ouvir
Sigo falando
Vou seguindo
Sem ter como agir
Tendo muito o que intervir
E por intervir
Sigo mudando
Já estou indo
Sem ter o que aplaudir
Tendo muito o que assistir
E por assistir
Sigo frustrando
Vou seguindo
Sem ter como assumir
Tendo muito o que cobrir
E por cobrir
Sigo apanhando
Já estou indo
Sem ter como despedir
Tendo muito pra redigir
E por redigir
Sigo inventando...
E por ser
Vou sonhando.
Zade Bretas
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Rastros de uma presente lembrança vaga
7 dias depois
Nada mais pra fazer
O mesmo lugar
Com a esperança de nada acontecer
Tudo continua igual
Poemas cruéis, fotografias
Meu mundo não é o mesmo
Com essa carta de Alforria
Sirenes continuam a solta
Talvez isso me amedronte
Já vivi coisa demais
Nessa tal Belo Horizonte
O mesmo Parque
As mesmas dores
O relógio se repete
Na minha volta sem rigores
Zade Bretas
Nada mais pra fazer
O mesmo lugar
Com a esperança de nada acontecer
Tudo continua igual
Poemas cruéis, fotografias
Meu mundo não é o mesmo
Com essa carta de Alforria
Sirenes continuam a solta
Talvez isso me amedronte
Já vivi coisa demais
Nessa tal Belo Horizonte
O mesmo Parque
As mesmas dores
O relógio se repete
Na minha volta sem rigores
Zade Bretas
Soneto de lembranças sonolentas
Momentos lembrados
Ou mesmo esquecidos
Lembranças do acaso
Sonhos merecidos
Momentos únicos
Que ficarão no futuro
Lembranças simples
Um sonho seguro
Cada lugar e suas cores
Ou mesmo esquecidos
Lembranças do acaso
Sonhos merecidos
Momentos únicos
Que ficarão no futuro
Lembranças simples
Um sonho seguro
Cada lugar e suas cores
Cada vento e seu cheiro
Beijos e sabores
Nostalgia presente
Por um certo você
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Delírios de pesadelo
Calor e flor de madeira
Pedra, sonho e poeira
A sete palmos do chão
Sem pedras na mão
Em paz, sem canseira
Zade Bretas
Pedra, sonho e poeira
A sete palmos do chão
Sem pedras na mão
Em paz, sem canseira
Zade Bretas
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Luar de Aline
Lua que te guia
Que me vigia
Que se esconde
No som de nossa melodia
Sai no sol da fronteira
Se desfarça na tonteira
Persegue fotos e tons
De uma vida inteira
Ouve choros e lágrimas
Histórias em rimas
Somos fumaças melancólicas
Somos distância e imãs
Madrugada adentro
Vai embora no vento
Me despesso de ti
Sob riso e lamento
Zade Bretas
Que me vigia
Que se esconde
No som de nossa melodia
Sai no sol da fronteira
Se desfarça na tonteira
Persegue fotos e tons
De uma vida inteira
Ouve choros e lágrimas
Histórias em rimas
Somos fumaças melancólicas
Somos distância e imãs
Madrugada adentro
Vai embora no vento
Me despesso de ti
Sob riso e lamento
Zade Bretas
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Questionamentos de Lorena
Quem é você, Lorena?
E o que fomos?
Passado esquecido
Já nem sei o que propomos
Quem é você, Lorena?
Quem fomos nós?
Perdidos no caminho
Sem esperança e a sós
Quem é você, Lorena?
E o que somos?
Vivendo utopias
Procurando sonhos e gnomos
Quem é você, Lorena?
Quem somos nós?
Precisamos gritar
E nem sabemos com que voz
Quem é você, Lorena?
E o que seremos?
O “mundinho” fechado
Fumaça louca respiremos
Quem é você, Lorena?
Quem seremos nós?
Enxergando o mal do mundo
Desfazendo nós
Passado presente futuro
Tantas vidas pra escolher
Nada aqui eu censuro
Já não dá pra esquecer
Passado presente futuro
Te espero em lugar seguro...
Zade Bretas
E o que fomos?
Passado esquecido
Já nem sei o que propomos
Quem é você, Lorena?
Quem fomos nós?
Perdidos no caminho
Sem esperança e a sós
Quem é você, Lorena?
E o que somos?
Vivendo utopias
Procurando sonhos e gnomos
Quem é você, Lorena?
Quem somos nós?
Precisamos gritar
E nem sabemos com que voz
Quem é você, Lorena?
E o que seremos?
O “mundinho” fechado
Fumaça louca respiremos
Quem é você, Lorena?
Quem seremos nós?
Enxergando o mal do mundo
Desfazendo nós
Passado presente futuro
Tantas vidas pra escolher
Nada aqui eu censuro
Já não dá pra esquecer
Passado presente futuro
Te espero em lugar seguro...
Zade Bretas
segunda-feira, 19 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Carta de descobertas precipitadas
Um dia descobrirei que viver é ruim
Mas é a melhor coisa que se tem pra fazer
Que estar só é solitário e triste
Mas faz bem pra alma
Que paixões são fantasias
Mas se deixar ser guiado por uma é mais que dever
Que revoluções são trágicas
Mas nos mostram a realidade
Descobrirei que nada é igual para todos
Nem o tempo, nem as horas e nem a fome
Que borboletas com asas de águia existem
Mas é algo além da imaginação
Um dia vou descobrir que amigos, bem lá no fundo, valem à pena
Mas se deve crescer com eles
Que ouvir é um sentido a ser usado
Mas não é o único
Descobrirei que me chamaram de louco
Mas com toda certeza do mundo, fui mais feliz que todos
Que tudo cansa
Mas também alivia
Que família é algo que nunca vou entender
Mas é um mal necessário
Que algumas coisas deixam marcas
Mas se pode escrever por cima
Que ser criança foi a melhor coisa que já me aconteceu
Mas fazer o que? Se vivemos apenas o presente
Vou descobrir que somos o imperfeito do mundo perfeito
Sem problemas... eu disse “nós”, e não “eu”
E bem lá no fim
Descobrirei que sou assim...
Mas isso é o melhor, porque num belo dia, nem serei mais.
Zade Bretas
Mas é a melhor coisa que se tem pra fazer
Que estar só é solitário e triste
Mas faz bem pra alma
Que paixões são fantasias
Mas se deixar ser guiado por uma é mais que dever
Que revoluções são trágicas
Mas nos mostram a realidade
Descobrirei que nada é igual para todos
Nem o tempo, nem as horas e nem a fome
Que borboletas com asas de águia existem
Mas é algo além da imaginação
Um dia vou descobrir que amigos, bem lá no fundo, valem à pena
Mas se deve crescer com eles
Que ouvir é um sentido a ser usado
Mas não é o único
Descobrirei que me chamaram de louco
Mas com toda certeza do mundo, fui mais feliz que todos
Que tudo cansa
Mas também alivia
Que família é algo que nunca vou entender
Mas é um mal necessário
Que algumas coisas deixam marcas
Mas se pode escrever por cima
Que ser criança foi a melhor coisa que já me aconteceu
Mas fazer o que? Se vivemos apenas o presente
Vou descobrir que somos o imperfeito do mundo perfeito
Sem problemas... eu disse “nós”, e não “eu”
E bem lá no fim
Descobrirei que sou assim...
Mas isso é o melhor, porque num belo dia, nem serei mais.
Zade Bretas
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Pesadelo
Eu acordei muito assustado
Procurando entender
Um sonho movimentado
Trágico demais pra se viver
Amigos a trair
Uma pai ausente a sofrer
Ninguém pra me seguir
Meu próprio mundo eu não quis ver
Eu sempre calado
Ouvindo aquela voz
Um desespero atordoado
Sem poder desatar nós
Enxerguei os meus defeitos
Em uma cena de cinema
Seres tão imperfeitos
Cada um com seu problema
Fugindo como um louco
De um momento angustiante
Insanidade era pouco
Naquele grande instante
Deixei minhas tristezas
Encarei outra no caminho
Mais intensas com certeza
Pois eu estava sozinho
Observei pessoas e sonhos
Bem distantes de mim
Início de rascunhos
Sem saber chegar ao fim
Crianças perdidas
Meu passado queria ter
Eu tinha duas vidas
Sem saber qual escolher
Por sorte estou acordado
Rindo do que aconteceu
Pode ser que eu esteja cansado
Acho que o sonho nem era meu
Zade Bretas
Procurando entender
Um sonho movimentado
Trágico demais pra se viver
Amigos a trair
Uma pai ausente a sofrer
Ninguém pra me seguir
Meu próprio mundo eu não quis ver
Eu sempre calado
Ouvindo aquela voz
Um desespero atordoado
Sem poder desatar nós
Enxerguei os meus defeitos
Em uma cena de cinema
Seres tão imperfeitos
Cada um com seu problema
Fugindo como um louco
De um momento angustiante
Insanidade era pouco
Naquele grande instante
Deixei minhas tristezas
Encarei outra no caminho
Mais intensas com certeza
Pois eu estava sozinho
Observei pessoas e sonhos
Bem distantes de mim
Início de rascunhos
Sem saber chegar ao fim
Crianças perdidas
Meu passado queria ter
Eu tinha duas vidas
Sem saber qual escolher
Por sorte estou acordado
Rindo do que aconteceu
Pode ser que eu esteja cansado
Acho que o sonho nem era meu
Zade Bretas
segunda-feira, 28 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
Eu, quem?
Eu sou ninguém
Mas também...
Sou alguém
Do além
Sou quem você tem
Quem te mantém
Te intervém
Sou seu porém
Sou seu refém
Num vaivém
Não valho um vintém
Mas sou quem te convém
Estou aquém
Do seu harém
Do seu desdém
Amém
Zade Bretas
Mas também...
Sou alguém
Do além
Sou quem você tem
Quem te mantém
Te intervém
Sou seu porém
Sou seu refém
Num vaivém
Não valho um vintém
Mas sou quem te convém
Estou aquém
Do seu harém
Do seu desdém
Amém
Zade Bretas
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Lar... amargo lar
Bem lá no fim do corredor
Mora uma velhinha
Que já não me conhece
E nem me protege
Amigos brancos e azuis
E alguns pouco queridos
Viaja por dez metros
E volta pra cama
Já não tem marido, filhos ou netos
Quase não tem um coração
Mas tem um outro
Que nos matem vivos
Já não sabe aonde ir
Muito menos onde ficar
Ela quer ir ali
Mas não sabe voltar
Fome ela não quer
Alimenta-se de sonhos
Reclama de dores
As dores que eu sinto
Fantasias a todo o momento
Fogo, água, bicho e gente
Sorrisos felizes
Inocentes
Tagarela como sempre
Mas não tem a mesma voz
Ouve minhas perguntas
Mas quase sempre não as responde
Ela quer flores na cabeceira
Ela quer um jardim
Ela quer perfume
E eu só a quero
No fim do corredor...
Ela está ali
Mas ela não sabe
Que mora assim
Venha pros meus braços, “vó”
Deixa eu te levar pra casa
Dê-me a mão
Longe de mim nunca... não!
Zade Bretas
Zade Bretas
terça-feira, 1 de junho de 2010
Semáforos
Seres tão perfeitos
Para mim tão cruéis
Caminhos desfeitos
Reconstruídos em papeis
Proibindo e permitindo
Luzes de ladeira
Cores me seguindo
As mesmas da minha pulseira
Encontro pessoas cegas
Para uma vida inteira
Nunca sossegas
E as perco de bobeira
Seus sinais não me confortam
Apenas me protegem
Meus olhos não te aceitam
Nessas leis que me regem
Eterno companheiro
De uma vida inquietante
Fiel escudeiro
Para sempre esse instante...
Zade Bretas
terça-feira, 18 de maio de 2010
Promessa de sucesso
Hoje descobri que sou assim
Corro sem nenhum medo
Numa felicidade sem fim
Este era todo o meu segredo...
Tenho tudo que sempre procurei
Tenho sorrisos escancarados
E o que sempre duvidei
Tenho você, de olhos arregalados
Tenho a sua direção
Hoje tenho pulso firme
Experimentando uma antiga sensação
Hoje pode seguir-me
Agora eu sei o que eu quero
Ser guiado pelo sol
Nada mais eu espero
Só você, meu farol
Quero a arvore mais alta
Quero a grama com cheiro sonho
Quero você que me faz falta
E é só isso que eu proponho
Quero a chuva mais pura
A infância mais inocente
Quero você, minha cura
Quero uma estrela cadente
Quero vôo do pássaro mais peralta
Quero o sol mais radiante
Quero a saudade de um astronauta
Quero suas palavras nesse instante
Quero a coragem da vitória
A cachoeira da colina
Quero escrever uma nova história
Quero amigos na esquina
Quero um cupido a me seguir
Quero o futuro próximo a mim
Um amor pra poder dividir
Quero a primavera no meu jardim
Quero contar com seu dom
Quero um livro curioso
Quero cores de outro tom
E um sonho corajoso
Quero um vento de Coca-cola
E uma vontade imponente
Quero a bagagem da sua escola
De forma mais freqüente
Quero abraço, beijo e aperto de mão
Quero viagens de aventura
Quero sentir seu coração
Na minha inocência futura
Quero moinhos do tempo
Quero bons pensamentos
Quero o seu passatempo
Fazendo meus bons momentos
E ainda se nada disso acontecer
Mesmo que eu não pertença a sua liga
Ficar triste? Não tem porque
Quero você... prima, irmã e amiga
Zade Bretas
sábado, 15 de maio de 2010
Despedida inusitada
Eu ando pelo mundo procurando ver
Coisas que me façam crer...
Que exista algo bem melhor
Num plano quase infinito
Algo cada vez maior
Longe de qualquer grito
Procurando cores e sabores
De uma vida viciante
Espinhos e flores
Imaginação constante
O sonho na janela
Já não quer mais voar
As dores de um mundo à espera
Já não querem mais cessar
O final de um fim aflito
Vai ficando por aqui
Um mero adeus bonito
Um pouco longe de ti
Zade Bretas
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Amigo (ex)periente
Já não somos mais inocentes
E outras coisas fazem nossas mentes
Enxergo com outra lente
Pois me ensinou a ser diferente
Já não são os mesmos casos
E aquilo já não acontece por acaso
Você perdoa os inimigos
E eu tento fazer novos amigos
Tô tentando fazer um presente
E seu futuro vai ficando ausente
Tô formando minha identidade
E você com velocidade
Vai ganhando uma nova idade
Lá fora vai ficando frio
Você está por um fio
E eu me sentindo muito mais vazio
Eu sonho o sonho que me ensinou
Mas você nem sabe por que sonhou
Você me fala de amor
Mostrando minha maior dor
Sem qualquer senso de humor
Somos tão diferentes quanto iguais
E isso nos torna mais normais
Escondemos o mesmo segredo
Participando do mesmo enredo
E sentindo o mesmo medo
Tenho sua missão a cumprir
Um caminho pra seguir
E você nem sabe aonde ir
Sigo sua crença
Querendo apenas que você vença
Mas acho que isso nem faz a diferença
Você me mostra o mundo
E em poucos segundos
Vejo o quão é profundo
Você na solidão
Com o coração na mão
Vai me ensinando uma vida na emoção
Aprecio sua loucura
E talvez ela seja a cura
De toda a nossa curvatura
Sopro seus ventos
E seus pensamentos
Sem lamentos
Seguem para outro lugar
Com outros motivos pra se preocupar
Você que se veste de paz
Mas é só um personagem em cartaz
Sei que vivemos de sorte
Mas tropeços na morte
Fazem-te forte
Sou seu anjo de asas tortas
Pintado por rezas mortas
Salto seus obstáculos
Acompanho seus cálculos
Ouço suas histórias contraditórias
Repetidas cenas aleatórias
Sobre muitas derrotas e poucas vitórias...
PS.:
... continua juntamente com meu discernimento
Enquanto houver algum sentimento
Alguma tristeza ou lamento
Isso vai continuar
Enquanto houver o que pensar
Algo que eu possa festejar
Zade Bretas
terça-feira, 27 de abril de 2010
Passado do meu presente
Eu já fui onde poucos chegaram
Já comi o que a fome mandava
Já quis o que eles tentaram
Eu escutava quem me enganava
Eu gostava de seus segredos incertos
E odiava amizades de segundos
Eu botava fé no meu jeito quieto
Eu tinha uma vida e dois mundos
Eu deixei me perder
Eu indeciso
Optei por não escolher
Desci sem nenhum riso
Eu subi procurando um fim
Errei os erros que não se pode errar
E os ecertei em mim.
Zade Bretas
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Presente do precisar
Eu sozinho
No quarto escuro
Procurado algo que seja seguro
Ver como não precisar sofrer...
Saciado pela mesma fome
Desejando tudo
Aquilo que se come
Ver como não precisar sofrer...
Observe-me de olhos vermelhos
Faça mil reflexos
Compre mil espelhos
Ver como não precisar sofrer...
Compre todos os meus defeitos
Seja como for
Aceite o meu jeito
Ver como não precisar sofrer...
Sinta toda a minha brisa
Dê lições de moral
E palestras concisas
Ver como não precisar sofrer...
Tô precisando de você
Você precisa entender
Tô precisando não saber
Como é precisar você
Zade Bretas
No quarto escuro
Procurado algo que seja seguro
Ver como não precisar sofrer...
Saciado pela mesma fome
Desejando tudo
Aquilo que se come
Ver como não precisar sofrer...
Observe-me de olhos vermelhos
Faça mil reflexos
Compre mil espelhos
Ver como não precisar sofrer...
Compre todos os meus defeitos
Seja como for
Aceite o meu jeito
Ver como não precisar sofrer...
Sinta toda a minha brisa
Dê lições de moral
E palestras concisas
Ver como não precisar sofrer...
Tô precisando de você
Você precisa entender
Tô precisando não saber
Como é precisar você
Zade Bretas
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Grande garota, pequena mulher
Carolina
Poderia ser forte
Mas é assim... Feminina
E se faz fraca
Fica meio sem norte
E mesmo assim se destaca
Olhos nos teus olhos
E eles gotejam
Procurando atalhos
Onde quer que estejam
Pra tentar ser feliz
Lagrimas fazem parte
Mas é assim que eu não quis
Viva minha arte
Abra suas asas
Tire os pés do chão
Esqueça lembranças angustiosas
Se iluda
Porque não?
Viva uma paixão aguda.
Siga seus sonhos
Aonde quer que eles vão
Mova moinhos
Ame quem te ama
Esqueça o resto
Sem melodrama
Tenha algum gesto
Ao ler meu pedido
Por mais que seja doido
Siga o sol
Sempre
Carol.
Zade Bretas
sexta-feira, 12 de março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
“Aqui, nessa janela, ouço tudo o que acontece lá fora, e mesmo assim me sinto mais alheio, minha janela não me mostra o que acontece do lado externo, a janela me mostra o que acontece aqui dentro. Ela serve apenas pra levar minhas magoas que se tornam leves, e saem voando por ai. Escuto conversas bobas e me sinto melhor, percebo cada vez mais que não pertenço a esse grupo de pessoas hipócritas, preconceituosas e ignorantes, que possuem uma liberdade acorrentada, presos a um tradicionalismo imbecil.
Assim vou me permitindo, vou vivendo uma vida realmente minha, uma vida que acabei de conhecer e que me acompanhará enquanto eu durar. Quanto tempo vou durar? Não sei, talvez até amanhã, talvez eternamente.”
Zade Bretas
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