quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Para "amizade" perdida.

Diga realmente o que está na sua mente, mente, pode mentir, não existem dois lados, pelo menos pra se seguir...


Zade Bretas





segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ando assim na contramão, sem perder a direção, sem mudar o que tem dentro do meu pobre coração...


Zade Bretas



terça-feira, 19 de outubro de 2010

As coisas mudaram... e tudo continua igual, exatamente como era.


Zade Bretas





quinta-feira, 30 de setembro de 2010

E minhas lágrimas covardes já não se arriscam a escorrer por um rosto cansado, 
minhas lágrimas percorrem meu interior,
caminham por entre tristezas pessoais. 
Minhas lágrimas me perfuram e me curam também.


Zade Bretas




sábado, 18 de setembro de 2010

Vontade de um neto.

E o medo de te perder me persegue novamente.
Me alcança e me devora.
Assim como uma criança devora um doce.
Assim como em muitos dias em minha infância, eu devorei todas as guloseimas que você, minha "vó" fazia.
E essa saudade vai me comendo, corroendo, corrompendo.

Como faço agora?
Se já não pode fazer minha vontade.
Agora a situação se inverte, pois é a vontade de te ter aqui, que me mastiga e me engoli.


sábado, 28 de agosto de 2010

Poeta duas faces

Vou seguindo
Sem ter pra onde fugir
Tendo muito o que sentir
E por sentir
Sigo chorando

Já estou indo
Sem ter como fingir
Tendo muito o que ouvir
E por ouvir
Sigo falando

Vou seguindo
Sem ter como agir
Tendo muito o que intervir
E por intervir
Sigo mudando

Já estou indo
Sem ter o que aplaudir
Tendo muito o que assistir
E por assistir
Sigo frustrando

Vou seguindo
Sem ter como assumir
Tendo muito o que cobrir
E por cobrir
Sigo apanhando

Já estou indo
Sem ter como despedir
Tendo muito pra redigir
E por redigir
Sigo inventando...

E por ser
Vou sonhando.


Zade Bretas


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Rastros de uma presente lembrança vaga

7 dias depois
Nada mais pra fazer
O mesmo lugar
Com a esperança de nada acontecer

Tudo continua igual
Poemas cruéis, fotografias
Meu mundo não é o mesmo
Com essa carta de Alforria

Sirenes continuam a solta
Talvez isso me amedronte
Já vivi coisa demais
Nessa tal Belo Horizonte

O mesmo Parque
As mesmas dores
O relógio se repete
Na minha volta sem rigores


Zade Bretas


Soneto de lembranças sonolentas

Momentos lembrados
Ou mesmo esquecidos
Lembranças do acaso
Sonhos merecidos

Momentos únicos
Que ficarão no futuro
Lembranças simples
Um sonho seguro

Cada lugar e suas cores
Cada vento e seu cheiro
Beijos e sabores

Nostalgia presente
Por um certo você
Cada vez mais ausente

Zade Bretas





segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Delírios de pesadelo

Calor e flor de madeira
Pedra, sonho e poeira
A sete palmos do chão
Sem pedras na mão
Em paz, sem canseira

Zade Bretas

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Luar de Aline

Lua que te guia
Que me vigia
Que se esconde
No som de nossa melodia

Sai no sol da fronteira
Se desfarça na tonteira
Persegue fotos e tons
De uma vida inteira

Ouve choros e lágrimas
Histórias em rimas
Somos fumaças melancólicas
Somos distância e imãs

Madrugada adentro
Vai embora no vento
Me despesso de ti
Sob riso e lamento


Zade Bretas


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Questionamentos de Lorena

Quem é você, Lorena?

E o que fomos?

Passado esquecido

Já nem sei o que propomos



Quem é você, Lorena?

Quem fomos nós?

Perdidos no caminho

Sem esperança e a sós



Quem é você, Lorena?

E o que somos?

Vivendo utopias

Procurando sonhos e gnomos



Quem é você, Lorena?

Quem somos nós?

Precisamos gritar

E nem sabemos com que voz



Quem é você, Lorena?

E o que seremos?

O “mundinho” fechado

Fumaça louca respiremos



Quem é você, Lorena?

Quem seremos nós?

Enxergando o mal do mundo

Desfazendo nós



Passado presente futuro

Tantas vidas pra escolher

Nada aqui eu censuro

Já não dá pra esquecer



Passado presente futuro

Te espero em lugar seguro...



Zade Bretas



segunda-feira, 19 de julho de 2010

Poesia de brisa

Palavras de outros ventos
Um sonho a se perder
Livres pensamentos
Lembrar e esquecer


Zade Bretas


sexta-feira, 9 de julho de 2010

"Sua ausência é cada vez mais presente... te perco e te encontro enquanto respiro. "

Zade Bretas


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Carta de descobertas precipitadas

Um dia descobrirei que viver é ruim
Mas é a melhor coisa que se tem pra fazer

Que estar só é solitário e triste
Mas faz bem pra alma

Que paixões são fantasias
Mas se deixar ser guiado por uma é mais que dever

Que revoluções são trágicas
Mas nos mostram a realidade

Descobrirei que nada é igual para todos
Nem o tempo, nem as horas e nem a fome

Que borboletas com asas de águia existem
Mas é algo além da imaginação

Um dia vou descobrir que amigos, bem lá no fundo, valem à pena
Mas se deve crescer com eles

Que ouvir é um sentido a ser usado
Mas não é o único

Descobrirei que me chamaram de louco
Mas com toda certeza do mundo, fui mais feliz que todos

Que tudo cansa
Mas também alivia

Que família é algo que nunca vou entender
Mas é um mal necessário

Que algumas coisas deixam marcas
Mas se pode escrever por cima

Que ser criança foi a melhor coisa que já me aconteceu
Mas fazer o que? Se vivemos apenas o presente

Vou descobrir que somos o imperfeito do mundo perfeito
Sem problemas... eu disse “nós”, e não “eu”

E bem lá no fim
Descobrirei que sou assim...
Mas isso é o melhor, porque num belo dia, nem serei mais.




Zade Bretas



Acabou a Copa?
Perdemos o jogo?

E cadê os brasileiros que estavam aqui?


Zade Bretas


quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pesadelo

Eu acordei muito assustado
Procurando entender
Um sonho movimentado
Trágico demais pra se viver

Amigos a trair
Uma pai ausente a sofrer
Ninguém pra me seguir
Meu próprio mundo eu não quis ver

Eu sempre calado
Ouvindo aquela voz
Um desespero atordoado
Sem poder desatar nós

Enxerguei os meus defeitos
Em uma cena de cinema
Seres tão imperfeitos
Cada um com seu problema

Fugindo como um louco
De um momento angustiante
Insanidade era pouco
Naquele grande instante

Deixei minhas tristezas
Encarei outra no caminho
Mais intensas com certeza
Pois eu estava sozinho

Observei pessoas e sonhos
Bem distantes de mim
Início de rascunhos
Sem saber chegar ao fim

Crianças perdidas
Meu passado queria ter
Eu tinha duas vidas
Sem saber qual escolher

Por sorte estou acordado
Rindo do que aconteceu
Pode ser que eu esteja cansado
Acho que o sonho nem era meu


Zade Bretas


segunda-feira, 28 de junho de 2010

Abra a felicidade!

Assim que eu conseguir abrir a garrafa de Coca Cola, tudo vai dar certo...

Zade Bretas


terça-feira, 22 de junho de 2010

Eu, quem?

Eu sou ninguém
Mas também...
Sou alguém
Do além

Sou quem você tem
Quem te mantém
Te intervém
Sou seu porém

Sou seu refém
Num vaivém
Não valho um vintém
Mas sou quem te convém

Estou aquém
Do seu harém
Do seu desdém
Amém


Zade Bretas



quarta-feira, 9 de junho de 2010

Fotos nunca irão transmitir o sentimento de cada
instante.

Zade Bretas

Lar... amargo lar

Bem lá no fim do corredor
Mora uma velhinha
Que já não me conhece
E nem me protege

Amigos brancos e azuis
E alguns pouco queridos
Viaja por dez metros
E volta pra cama

Já não tem marido, filhos ou netos
Quase não tem um coração
Mas tem um outro
Que nos matem vivos

Já não sabe aonde ir
Muito menos onde ficar
Ela quer ir ali
Mas não sabe voltar

Fome ela não quer
Alimenta-se de sonhos
Reclama de dores
As dores que eu sinto

Fantasias a todo o momento
Fogo, água, bicho e gente
Sorrisos felizes
Inocentes

Tagarela como sempre
Mas não tem a mesma voz
Ouve minhas perguntas
Mas quase sempre não as responde

Ela quer flores na cabeceira
Ela quer um jardim
Ela quer perfume
E eu só a quero

No fim do corredor...
Ela está ali
Mas ela não sabe
Que mora assim

Venha pros meus braços, “vó”
Deixa eu te levar pra casa
Dê-me a mão
Longe de mim nunca... não!


Zade Bretas



terça-feira, 1 de junho de 2010

Semáforos

Seres tão perfeitos
Para mim tão cruéis
Caminhos desfeitos
Reconstruídos em papeis

Proibindo e permitindo
Luzes de ladeira
Cores me seguindo
As mesmas da minha pulseira

Encontro pessoas cegas
Para uma vida inteira
Nunca sossegas
E as perco de bobeira

Seus sinais não me confortam
Apenas me protegem
Meus olhos não te aceitam
Nessas leis que me regem

Eterno companheiro
De uma vida inquietante
Fiel escudeiro
Para sempre esse instante...


Zade Bretas



terça-feira, 18 de maio de 2010

Promessa de sucesso


Hoje descobri que sou assim
Corro sem nenhum medo
Numa felicidade sem fim
Este era todo o meu segredo...
                    
Tenho tudo que sempre procurei
Tenho sorrisos escancarados
E o que sempre duvidei
Tenho você, de olhos arregalados

Tenho a sua direção
Hoje tenho pulso firme
Experimentando uma antiga sensação
Hoje pode seguir-me

Agora eu sei o que eu quero
Ser guiado pelo sol
Nada mais eu espero
Só você, meu farol

Quero a arvore mais alta
Quero a grama com cheiro sonho
Quero você que me faz falta
E é só isso que eu proponho

Quero a chuva mais pura
A infância mais inocente
Quero você, minha cura
Quero uma estrela cadente

Quero vôo do pássaro mais peralta
Quero o sol mais radiante
Quero a saudade de um astronauta
Quero suas palavras nesse instante

Quero a coragem da vitória
A cachoeira da colina
Quero escrever uma nova história
Quero amigos na esquina

Quero um cupido a me seguir
Quero o futuro próximo a mim
Um amor pra poder dividir
Quero a primavera no meu jardim

Quero contar com seu dom
Quero um livro curioso
Quero cores de outro tom
E um sonho corajoso

Quero um vento de Coca-cola
E uma vontade imponente
Quero a bagagem da sua escola
De forma mais freqüente

Quero abraço, beijo e aperto de mão
Quero viagens de aventura
Quero sentir seu coração
Na minha inocência futura

Quero moinhos do tempo
Quero bons pensamentos
Quero o seu passatempo
Fazendo meus bons momentos

E ainda se nada disso acontecer
Mesmo que eu não pertença a sua liga
Ficar triste? Não tem porque
Quero você... prima, irmã e amiga


Zade Bretas







sábado, 15 de maio de 2010

Despedida inusitada

Eu ando pelo mundo procurando ver

Coisas que me façam crer...



Que exista algo bem melhor

Num plano quase infinito

Algo cada vez maior

Longe de qualquer grito



Procurando cores e sabores

De uma vida viciante

Espinhos e flores

Imaginação constante



O sonho na janela

Já não quer mais voar

As dores de um mundo à espera

Já não querem mais cessar



O final de um fim aflito

Vai ficando por aqui

Um mero adeus bonito

Um pouco longe de ti

 
 
 
Zade Bretas
 
 
 

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Amigo (ex)periente

Já não somos mais inocentes

E outras coisas fazem nossas mentes

Enxergo com outra lente

Pois me ensinou a ser diferente

Já não são os mesmos casos

E aquilo já não acontece por acaso

Você perdoa os inimigos

E eu tento fazer novos amigos

Tô tentando fazer um presente

E seu futuro vai ficando ausente

Tô formando minha identidade

E você com velocidade

Vai ganhando uma nova idade

Lá fora vai ficando frio

Você está por um fio

E eu me sentindo muito mais vazio

Eu sonho o sonho que me ensinou

Mas você nem sabe por que sonhou

Você me fala de amor

Mostrando minha maior dor

Sem qualquer senso de humor

Somos tão diferentes quanto iguais

E isso nos torna mais normais

Escondemos o mesmo segredo

Participando do mesmo enredo

E sentindo o mesmo medo

Tenho sua missão a cumprir

Um caminho pra seguir

E você nem sabe aonde ir

Sigo sua crença

Querendo apenas que você vença

Mas acho que isso nem faz a diferença

Você me mostra o mundo

E em poucos segundos

Vejo o quão é profundo

Você na solidão

Com o coração na mão

Vai me ensinando uma vida na emoção

Aprecio sua loucura

E talvez ela seja a cura

De toda a nossa curvatura

Sopro seus ventos

E seus pensamentos

Sem lamentos

Seguem para outro lugar

Com outros motivos pra se preocupar

Você que se veste de paz

Mas é só um personagem em cartaz

Sei que vivemos de sorte

Mas tropeços na morte

Fazem-te forte

Sou seu anjo de asas tortas

Pintado por rezas mortas

Salto seus obstáculos

Acompanho seus cálculos

Ouço suas histórias contraditórias

Repetidas cenas aleatórias

Sobre muitas derrotas e poucas vitórias...





PS.:

... continua juntamente com meu discernimento

Enquanto houver algum sentimento

Alguma tristeza ou lamento

Isso vai continuar

Enquanto houver o que pensar

Algo que eu possa festejar


Zade Bretas

 
 
 

terça-feira, 27 de abril de 2010

Passado do meu presente

 Eu já fui onde poucos chegaram

Já comi o que a fome mandava
Já quis o que eles tentaram 
Eu escutava quem me enganava

Eu gostava de seus segredos incertos
E odiava amizades de segundos
Eu botava fé no meu jeito quieto
Eu tinha uma vida e dois mundos

Eu deixei me perder
Eu indeciso
Optei por não escolher
Desci sem nenhum riso
Eu subi procurando um fim
Errei os erros que não se pode errar
E os ecertei em mim.



Zade Bretas

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Presente do precisar

Eu sozinho

No quarto escuro

Procurado algo que seja seguro

Ver como não precisar sofrer...



Saciado pela mesma fome

Desejando tudo

Aquilo que se come

Ver como não precisar sofrer...



Observe-me de olhos vermelhos

Faça mil reflexos

Compre mil espelhos

Ver como não precisar sofrer...



Compre todos os meus defeitos

Seja como for

Aceite o meu jeito

Ver como não precisar sofrer...



Sinta toda a minha brisa

Dê lições de moral

E palestras concisas

Ver como não precisar sofrer...



Tô precisando de você

Você precisa entender

Tô precisando não saber

Como é precisar você

 
 
Zade Bretas
 
 
 
 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Grande garota, pequena mulher

                                                              
Carolina

Poderia ser forte

Mas é assim... Feminina

E se faz fraca

Fica meio sem norte

E mesmo assim se destaca

Olhos nos teus olhos

E eles gotejam

Procurando atalhos

Onde quer que estejam

Pra tentar ser feliz

Lagrimas fazem parte

Mas é assim que eu não quis

Viva minha arte

Abra suas asas

Tire os pés do chão

Esqueça lembranças angustiosas

Se iluda

Porque não?

Viva uma paixão aguda.

Siga seus sonhos

Aonde quer que eles vão

Mova moinhos

Ame quem te ama

Esqueça o resto

Sem melodrama

Tenha algum gesto

Ao ler meu pedido

Por mais que seja doido

Siga o sol

Sempre

Carol.



Zade Bretas






sexta-feira, 12 de março de 2010

Já me criticaram por eu sonhar demais, mas continuo achando que é melhor sonhar o infinito e conquistar uma parte dele a sonhar nada e conquistar todo o nada...

                                                                           Zade Bretas

sábado, 6 de março de 2010

Antoine de Saint-Exupéry diz que quando estamos tristes gostamos do pôr-do-sol, eu concordo! Mas acho ele muito momentâneo, a tristeza merece um tempo maior pra ser curada, por isso sugiro o luar... ele nos fornece mais tempo para refletir!






                                                                          Zade Bretas

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

"Sou uma árvore no outono, me sinto cada vez mais despido de uma imagem que com certeza não era minha, agora me sinto mais limpo e real... na próxima estação continuarei assim..."

                                                          Zade Bretas



quarta-feira, 6 de janeiro de 2010


"Mais importante quer estar de bem com as regras dessa " sociedade", é estar de bem com nossas próprias regras, com o que nós julgamos certo ou errado."

Zade Bretas



“A perfeição que me acompanhava estava cansada e resolveu parar pra descansar, mas acho que ela não me alcança mais.


Estou correndo muito, estou me libertando.”



terça-feira, 5 de janeiro de 2010

“Aqui, nessa janela, ouço tudo o que acontece lá fora, e mesmo assim me sinto mais alheio, minha janela não me mostra o que acontece do lado externo, a janela me mostra o que acontece aqui dentro. Ela serve apenas pra levar minhas magoas que se tornam leves, e saem voando por ai. Escuto conversas bobas e me sinto melhor, percebo cada vez mais que não pertenço a esse grupo de pessoas hipócritas, preconceituosas e ignorantes, que possuem uma liberdade acorrentada, presos a um tradicionalismo imbecil.


Assim vou me permitindo, vou vivendo uma vida realmente minha, uma vida que acabei de conhecer e que me acompanhará enquanto eu durar. Quanto tempo vou durar? Não sei, talvez até amanhã, talvez eternamente.”


Zade Bretas