Vou seguindo
Sem ter pra onde fugir
Tendo muito o que sentir
E por sentir
Sigo chorando
Já estou indo
Sem ter como fingir
Tendo muito o que ouvir
E por ouvir
Sigo falando
Vou seguindo
Sem ter como agir
Tendo muito o que intervir
E por intervir
Sigo mudando
Já estou indo
Sem ter o que aplaudir
Tendo muito o que assistir
E por assistir
Sigo frustrando
Vou seguindo
Sem ter como assumir
Tendo muito o que cobrir
E por cobrir
Sigo apanhando
Já estou indo
Sem ter como despedir
Tendo muito pra redigir
E por redigir
Sigo inventando...
E por ser
Vou sonhando.
Zade Bretas
"Escrever é meu mal, meu vício, meu copo de vinho barato de sexta-feira à noite. É meu país das maravilhas em preto e branco, para onde fujo sempre que o mundo fica pequeno ao meu redor." Francieli Hess
sábado, 28 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Rastros de uma presente lembrança vaga
7 dias depois
Nada mais pra fazer
O mesmo lugar
Com a esperança de nada acontecer
Tudo continua igual
Poemas cruéis, fotografias
Meu mundo não é o mesmo
Com essa carta de Alforria
Sirenes continuam a solta
Talvez isso me amedronte
Já vivi coisa demais
Nessa tal Belo Horizonte
O mesmo Parque
As mesmas dores
O relógio se repete
Na minha volta sem rigores
Zade Bretas
Nada mais pra fazer
O mesmo lugar
Com a esperança de nada acontecer
Tudo continua igual
Poemas cruéis, fotografias
Meu mundo não é o mesmo
Com essa carta de Alforria
Sirenes continuam a solta
Talvez isso me amedronte
Já vivi coisa demais
Nessa tal Belo Horizonte
O mesmo Parque
As mesmas dores
O relógio se repete
Na minha volta sem rigores
Zade Bretas
Soneto de lembranças sonolentas
Momentos lembrados
Ou mesmo esquecidos
Lembranças do acaso
Sonhos merecidos
Momentos únicos
Que ficarão no futuro
Lembranças simples
Um sonho seguro
Cada lugar e suas cores
Ou mesmo esquecidos
Lembranças do acaso
Sonhos merecidos
Momentos únicos
Que ficarão no futuro
Lembranças simples
Um sonho seguro
Cada lugar e suas cores
Cada vento e seu cheiro
Beijos e sabores
Nostalgia presente
Por um certo você
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Delírios de pesadelo
Calor e flor de madeira
Pedra, sonho e poeira
A sete palmos do chão
Sem pedras na mão
Em paz, sem canseira
Zade Bretas
Pedra, sonho e poeira
A sete palmos do chão
Sem pedras na mão
Em paz, sem canseira
Zade Bretas
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