sábado, 28 de agosto de 2010

Poeta duas faces

Vou seguindo
Sem ter pra onde fugir
Tendo muito o que sentir
E por sentir
Sigo chorando

Já estou indo
Sem ter como fingir
Tendo muito o que ouvir
E por ouvir
Sigo falando

Vou seguindo
Sem ter como agir
Tendo muito o que intervir
E por intervir
Sigo mudando

Já estou indo
Sem ter o que aplaudir
Tendo muito o que assistir
E por assistir
Sigo frustrando

Vou seguindo
Sem ter como assumir
Tendo muito o que cobrir
E por cobrir
Sigo apanhando

Já estou indo
Sem ter como despedir
Tendo muito pra redigir
E por redigir
Sigo inventando...

E por ser
Vou sonhando.


Zade Bretas


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Rastros de uma presente lembrança vaga

7 dias depois
Nada mais pra fazer
O mesmo lugar
Com a esperança de nada acontecer

Tudo continua igual
Poemas cruéis, fotografias
Meu mundo não é o mesmo
Com essa carta de Alforria

Sirenes continuam a solta
Talvez isso me amedronte
Já vivi coisa demais
Nessa tal Belo Horizonte

O mesmo Parque
As mesmas dores
O relógio se repete
Na minha volta sem rigores


Zade Bretas


Soneto de lembranças sonolentas

Momentos lembrados
Ou mesmo esquecidos
Lembranças do acaso
Sonhos merecidos

Momentos únicos
Que ficarão no futuro
Lembranças simples
Um sonho seguro

Cada lugar e suas cores
Cada vento e seu cheiro
Beijos e sabores

Nostalgia presente
Por um certo você
Cada vez mais ausente

Zade Bretas





segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Delírios de pesadelo

Calor e flor de madeira
Pedra, sonho e poeira
A sete palmos do chão
Sem pedras na mão
Em paz, sem canseira

Zade Bretas