quinta-feira, 17 de dezembro de 2009


"Obrigado pela alegria momentânia e pela dependência gradativa..."

                                              Zade Bretas

“De onde sou feliz, minha cidade é um buraco, as pessoas se tornam cada vez menores, e eu cresço, cresço de todas as formas que se pode crescer, eu que já ia me sentindo cada vez melhor, me transformo em mim... em Mickey Mouse, em Hitler, Estátua da Liberdade, morador de Amsterdam, viajo pra lugares que existem apenas em mim. Na pedra onde sou feliz, ninguém me alcança.


O tempo vai passando e a consciência pesando... é hora de voltar...e isso tem um gosto mais ou menos, a intensa alegria me da vontade de viver por lá, mas o mundo pede realidade, e isso me mata por dentro.”




Zade Bretas

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome."
                                                 Clarice Lispector



Anjo meu anjo mal

Meu eterno anjo...


Anjo eterno amigo...

Anjo eterno amor...

Me pegue no colo, me acolhe em suas asas.

Me leve para o céu.

Me apresente às estrelas...

Leve-me para sua nuvem, deixe-me descansar em seus braços...

E que por apenas um momento eu esqueça...

Que és um anjo e que um dia foi o senhor de meus sonhos...

Mas será isso tudo possível?

Será possível que certo anjo retribua meu amor?

Será possível que um anjo ame?

Ou será que ele apenas deixa em pedaços o coração do amante?

Neste momento me sinto perdido diante de um amor por alguém sem sexo... Sem amor...

Ou até por alguém que se faz apenas em meus sonhos.

E não existe para mim.

Oh, meu anjo...

Será esta minha sina...? Te amar eternamente...?

Amar alguém que existe (ou não) para não amar...

Mesmo com tantas dúvidas...

Te amo...

Te amo, com o mundo que não entendo.

Com as pessoas que não nos compreendem.

Com a ambivalência de minha alma.

Com a incoerência dos meus atos.

Com a fatalidade do destino.

Com a conspiração do desejo.

Com a ambigüidade dos fatos.

E nesse amor impossível e improvável vou vivendo...

E vou sofrendo...
"Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril"